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Clio e Psyché

Por que Clio-Psyché?

Clio

O nome significa “Proclamadora”, do grego kλεί-εω – “glória” ou “fama”. Filha de Zeus e Mnemosine, é uma das nove musas da mitologia grega, considerada Musa da História. Afrodite reprovou sua paixão por Adônis e puniu Clio, fazendo nascer em seu coração um amor irresistível por Píero, rei da Macedônia. Teve um filho desse rei, Jacinto, que foi transformado em flor. A ela é atribuída a introdução do alfabeto fenício na Grécia.

 

Psyché

Psyché foi uma bela mortal por quem Eros, deus do amor e filho de Afrodite, deusa da beleza, se apaixonou. Tão bela que despertou a fúria de Afrodite, pois os homens deixavam de freqüentar seus templos para adorar uma simples mortal. A deusa mandou seu filho atingir Psiqué com suas flechas, fazendo-a se apaixonar pelo ser mais monstruoso existente. Mas, ao contrário do esperado, Eros acaba se apaixonando pela moça – acredita-se que tenha sido espetado acidentalmente por uma de suas próprias setas. Com o próprio deus do Amor apaixonado por Psyché, suas setas não foram lançadas para ninguém. Após muito pranto, mas sem ousar contrariar a vontade de Apolo, a jovem Psiqué foi levada ao alto de um rochedo e deixada à própria sorte, até adormecer e ser conduzida pelo vento Zéfiro a um palácio magnifico, que daquele dia em diante seria seu. Lá chegando a linda princesa não encontrou ninguém, mas tudo era suntuoso e, quando sentiu fome, um lauto banquete estava servido. À noite, uma voz suave a chamava e, levada por ela, conheceu as delícias do Amor, nas mãos dos próprio deus do amor (Eros). Os dias se passavam, e ela não se entediava, tantos prazeres tinha: acreditava estar casada com um monstro, pois Eros não lhe aparecia e, quando estavam juntos, usava sempre um capuz. Ele não podia revelar sua identidade pois, assim, sua mãe (Afrodite) descobriria que não cumprira suas ordens – e apesar disto Psiqué amava o esposo, que a fizera prometer-lhe jamais retirar seu capuz. Psiqué, julgando que os conselhos das irmãs (invejosas, diziam-lhe que Eros era na verdade um monstro e por isso não mostrava o rosto) eram ditados por amizade, pôs em execução o plano que elas lhe sugeriram: após perceber que seu marido entregara-se ao sono, levantou-se tomando uma lâmpada e uma faca, e dirigiu a luz ao rosto de seu esposo, com intenção de matá-lo. Porém, espantada e admirada com a beleza de seu marido, a jovem desastradamente deixa pingar uma gota de azeite quente sobre o ombro dele. Eros acorda e, percebendo que fora traído, enlouquece e foge. Psiqué fica sozinha, desesperada com seu erro, no imenso palácio. Precisa reconquistar o Amor perdido.

 

Psiqué vaga pelo mundo, desesperada, até que resolve consultar-se num templo de Afrodite. A deusa, já cientificada de que fora enganada, e mantendo Eros sob seus cuidados, decide impor à pobre alma uma série de tarefas, esperando que delas nunca se desincubisse, ou que tanto se desgastasse que perdesse a beleza. Os Quatro Trabalhos de Psiquê eram: OS GRÃOS; A LÃ DE OURO; ÁGUA DA NASCENTE; BELEZA DE PERSÉFONE. Psiqué completa os trablhos, e equanto isso Eros vai a Zeus e pede que o case com Psiqué. Zeus concede esse pedido e posteriormente Psiqué é tornada imortal.

 

Assim unem-se amor e alma. “Psique”, do grego psychein (“soprar”), é uma palavra ambígua que significava originalmente “alento” e posteriormente, “sopro”. Dado que o alento é uma das características da vida, a expressão “psique” era utilizada como um sinônimo de vida e por fim, como sinônimo de alma, considerada o princípio da vida. A psique seria então a “alma das sombras” por oposição à “alma do corpo”.